quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Apresentação

Olá, sejam bem vindos!

Meu nome Rebeca e creio que muitos, assim como eu, já pensaram em morar fora, sair de casa, buscar sua vida sozinho e/ou com alguém. Isso sempre esteve impregnado em mim. Sempre quis sair.
Morar em outro estado, em outra realidade, sempre foi uma necessidade que gritava dentro da minha mente e alma. Não bastava apenas ir morar só (algo que nunca desejei, na verdade), era necessário morar longe.
E na distância de tudo o que construí (quase nada), longe dos eternos amigos, da família, do Carimbó e do peixe com açaí, nem tudo o que planejei deu certo, mas uma das metas é: não voltar! Amo o Pará, mas vi no nordeste (até então, Pernambuco) a oportunidade de crescer em todos os sentidos.
Ainda estou vinculada ao curso de História na Universidade Federal do Pará, mas confesso que não tenho mais desejo de continuar. O curso é lindo, mas as minhas ambições são maiores e creio que nesse caso, continuar historiando não é a melhor opção.
Vim para o interior, por questões que no momento não são necessárias, e nele estou aprendendo coisas que jamais imaginei. Todos os dias a vida me dá uma lição, mesmo que as vezes em forma de “tapas”.
Muitos blogs espalhados por esse mundo virtual enchem de dicas e formas de planejamento para realizar o "sonhado sonho" de sair de casa. Não desmereço o trabalho desses lindos, mas no meu caso, não rolou.
Guardei dinheiro e a grana foi embora, iria para um lugar mas acabei indo para outro, iria arrumar emprego, passar em um concurso e até agora, nada.
Creio que tudo venha no seu tempo, mas em alguns momentos a situação pode ser desesperadora e em um piscar de olhos, você pode está descontando todo esse stress em alguém próximo, ou em você mesmo.
Mas quando tudo dá errado, outras coisas podem dá certo e é nesse momento que você tem que parar e aproveitar o que o destino está te oferecendo no momento, mesmo que isso seja pouco. E talvez seja nessa hora que você vai ter que lutar pelo que acha mais importante e desistir de algumas coisas.
De início, as dicas que posso dar é: sai de casa e veja as pessoas.
Quando estamos sem fazer nada e sem perspectiva alguma, temos a tendência a nos isolarmos. Isso só piora as coisas. No meu caso, estou indo caminhar e quando o fôlego me permite, até corro. A cidade onde estou tem um local próprio para isso, então, dá para aproveitar e cuidar da saúde um pouco. Sair para ver pessoas pode parecer inútil, mas nesse processo você pode conhecer alguém, trocar duas palavras, uma conversa inteira ou apenas olhares, sejam eles bons ou não.
Sair de casa não é fácil, mas voltar depois de pouco tempo pode não ser legal para sua vida futura.
Sei que o texto foi grande, mas para apresentar minha experiência, mesmo que por hora frustrante, é necessário. E se você não costuma ler, aproveite para começar a praticar.
Lembrando que aqui é um espaço de trocas também. Diga aí, tá dando certo? Não tá? Tá quase? Me conta! :) 
Beijos e abraços de uma paraense quase historiadora em fase de transição não determinada para outra profissão e que escolheu Pernambuco para ser feliz. Até a próxima.