Olá, sejam bem vindos!
Meu nome Rebeca e creio que muitos, assim
como eu, já pensaram em morar fora, sair de casa, buscar sua vida
sozinho e/ou com alguém. Isso sempre esteve impregnado em mim.
Sempre quis sair.
Morar em outro estado,
em outra realidade, sempre foi uma necessidade que gritava dentro da
minha mente e alma. Não bastava apenas ir morar só (algo que nunca
desejei, na verdade), era necessário morar longe.
E na distância de tudo o que
construí (quase nada), longe dos eternos amigos, da família, do
Carimbó e do peixe com açaí, nem tudo o que planejei deu certo,
mas uma das metas é: não voltar! Amo o Pará, mas vi no nordeste
(até então, Pernambuco) a oportunidade de crescer em todos os
sentidos.
Ainda estou vinculada
ao curso de História na Universidade Federal do Pará, mas confesso
que não tenho mais desejo de continuar. O curso é lindo, mas as
minhas ambições são maiores e creio que nesse caso, continuar
historiando não é a melhor opção.
Vim para o interior,
por questões que no momento não são necessárias, e nele estou
aprendendo coisas que jamais imaginei. Todos os dias a vida me dá
uma lição, mesmo que as vezes em forma de “tapas”.
Muitos blogs espalhados
por esse mundo virtual enchem de dicas e formas de planejamento para
realizar o "sonhado sonho" de sair de casa. Não desmereço o
trabalho desses lindos, mas no meu caso, não rolou.
Guardei dinheiro e a
grana foi embora, iria para um lugar mas acabei indo para outro, iria
arrumar emprego, passar em um concurso e até agora, nada.
Creio que tudo venha no
seu tempo, mas em alguns momentos a situação pode ser desesperadora
e em um piscar de olhos, você pode está descontando todo esse
stress em alguém próximo, ou em você mesmo.
Mas quando tudo dá
errado, outras coisas podem dá certo e é nesse momento que você
tem que parar e aproveitar o que o destino está te oferecendo no
momento, mesmo que isso seja pouco. E talvez seja nessa hora que você
vai ter que lutar pelo que acha mais importante e desistir de algumas
coisas.
De início, as dicas
que posso dar é: sai de casa e veja as pessoas.
Quando estamos sem
fazer nada e sem perspectiva alguma, temos a tendência a nos
isolarmos. Isso só piora as coisas. No meu caso, estou indo caminhar
e quando o fôlego me permite, até corro. A cidade onde estou tem um
local próprio para isso, então, dá para aproveitar e cuidar da
saúde um pouco. Sair para ver pessoas pode parecer inútil, mas
nesse processo você pode conhecer alguém, trocar duas palavras, uma
conversa inteira ou apenas olhares, sejam eles bons ou não.
Sair de casa não é
fácil, mas voltar depois de pouco tempo pode não ser legal para sua
vida futura.
Sei que o texto foi
grande, mas para apresentar minha experiência, mesmo que por hora
frustrante, é necessário. E se você não costuma ler, aproveite
para começar a praticar.
Lembrando que aqui é um espaço de trocas também. Diga aí, tá dando certo? Não tá? Tá quase? Me conta! :)
Beijos e abraços de
uma paraense quase historiadora em fase de transição não
determinada para outra profissão e que escolheu Pernambuco para ser
feliz. Até a próxima.